A Construção Civil pede mais Tecnólogos

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Com formação acadêmica mais curta, tecnólogos encontram boas oportunidades na construção, assumindo parte das responsabilidades atribuídas aos engenheiros civis 

Embora a graduação em tecnologia de construção civil tenha sido criada no Brasil há mais de 30 anos, ainda há muita confusão quando se fala na função de tecnólogo. Não são raras as vezes em que esse profissional, com formação de nível superior, é confundido com o técnico em edificações, que tem formação o nível médio. Outro equívoco comum é achar que o tecnólogo – cuja graduação costuma ter carga horária em torno de 2.500 horas, cursadas em dois ou três anos – pode substituir o engenheiro civil em suas atribuições, com salário menor. Embora possa obter registro no Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e tenha condições de realizar algumas atividades inerentes aos engenheiros, os tecnólogos não podem, por exemplo, assinar e assumir a responsabilidade técnica por projetos. Mas isso não significa que não possam ser úteis ao setor produtivo, ainda mais em um contexto de reaquecimento econômico e de escassez de recursos humanos capacitados para atender todos os postos de trabalho que devem ser abertos nos próximos anos. De acordo com o Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), os tecnólogos podem atuar na área de orçamentos, executar desenhos técnicos, avaliar fornecedores, empreiteiros e funcionários e, sob supervisão e direção de engenheiros, podem fiscalizar obras e serviços técnicos. A instituição, que pertence ao governo do Estado de São Paulo, foi a responsável pelas primeiras experiências de cursos superiores de tecnologia no início dos anos 1970. Naquela época, via-se na graduação curta uma forma de ajudar a suprir rapidamente a enorme demanda por profissionais criada por programas de habitações populares. Depois disso, as oportunidades para os tecnólogos sofreram uma queda nos anos 80, quando a crise econômica atingiu o setor. O mesmo aconteceu no início dos anos 2000. Outro dado considerável vem da central de estágios mantida pela faculdade, onde mensalmente são realizadas 24 contratações de estágio para o tecnólogo em edifícios, em média. As áreas que mais se destacam na procura por tecnólogos em construção civil são as de planejamento, orçamento e acompanhamento de obras, bem como de projetos. Mas para ser bem-sucedido nessas atividades, o profissional deve, antes de tudo, apresentar afinidade com as áreas de ciências exatas e humanas. Afinal, seja nos canteiros ou em escritórios, o trabalho requer capacidade de liderança e iniciativa para o trabalho em cooperação. Os contratantes também esperam encontrar nos tecnólogos habilidades de administração de obras, realização de controle da qualidade e capacitação para análise econômico-financeira de empreendimentos, além de conhecimento sobre processos construtivos da obra e leitura e identificação de projetos.  Manter-se atualizado em relação a tecnologias construtivas, seja por meio de cursos complementares, participação em congressos e leitura de publicações especializadas, é igualmente importante. Mas embora possam dar continuidade aos seus estudos cursando a pós-graduação stricto sensu (Mestrado e Doutorado) e lato sensu (Especialização), os tecnólogos normalmente complementam sua formação com a graduação em engenharia. Isso porque, uma vez tecnólogo, em apenas três anos é possível obter o diploma de engenheiro.

O mercado de trabalho é muito promissor, sobretudo por causa do déficit habitacional, das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e das obras de infraestrutura motivadas pela Copa do Mundo de 2014 e pelas Olimpíadas de 2016. Vale a pena investir no setor que paga para recém formados como tecnólogos tem média salarial de R$ 2900,00.

Fonte: http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/152/carreira-tecnologo-156632-1.asp

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